segunda-feira, 4 de março de 2013

Educação precisa de professores de alta performance


O Brasil precisa de Professores de Alta Performance para alçar a Educação do vergonhoso 53º lugar entre os 65 países ranqueados pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), de 2010, para o lugar que o país, pelo seu PIB, merece - por estar em 8º lugar entre todos os países do mundo, conforme o Fundo Monetário Internacional.

Não há limites para o ser humano a não serem aqueles que ele os coloque para si mesmo. Nem todos os limites são conscientes. Muitos até pensam ou acham que vão conseguir superar, mas não têm empenho, disciplina, conhecimentos suficientes, foco, visão, assertividade, constância, comprometimento, eficácia e acabam não conseguindo. Depois, argumentam para si mesmos dizendo que fizeram tudo o que podiam e deviam. Melhor seria impossível fazer.

Está claro que algumas profissões exigem mais algumas especificidades que são essenciais que para outras não seriam.

Segundo Malcolm Gladwell, no seu livro Fora de Série, qualquer pessoa que pratique por 10.000 horas qualquer atividade, torna-se excepcional nela. Uma média de 3 horas ao dia por 10 anos. Qualquer pessoa que praticasse ministrar 6 aulas por dia, em 5 anos seria uma excelente professora. Os Beatles tinham mais de 10.000 horas tocadas em shows e baladas antes de atingir o sucesso mundial.

Mas por que encontramos alguns professores com mais de 10 anos de atividade, às vezes até 30 anos, cujas aulas são medíocres?

Provavelmente uma das principais causas seria: ministrou todas as aulas, uma igual a outra, sem tirar nem pôr, sem interesse em melhorar, atualizar ou adequar aos variados públicos. É como se usasse a mesma ficha amarelada pelo tempo de uso ou uma mente que marcou passo no que decorou quando estudante. Não deu um passo além. Reduziu sua Performance a Zero.

Pensemos somente no prejuízo que tal professor provocou em 30 anos nos seus alunos. Se for de matemática então, quem sabe interferiu nas escolhas das carreiras dos seus alunos a profissões que não usasse matemática...

Qualquer pessoa pode ser um bom professor se, antes mesmo de escolher esta carreira: (1) já gostasse de lidar com diferentes tipos de pessoas; (2) tivesse a alegria de ensinar; (3) sentisse prazer em aprender o que não soubesse e em ensinar o que soubesse para quem quisesse aprender; (4) adorasse novidades; (5) buscasse sempre conhecer mais sobre algum tema que lhe interessasse; (6) não se incomodasse em ler nas mais variadas fontes; (7) participasse com facilidade de atividades com grupos ou individuais; (8) tivesse paciência para ouvir várias vezes a mesma história de diferentes pessoas; (9) não se irritasse em ser questionada; (9) fosse adaptável a diversas situações de convivência humana; (10) estabelecesse bom contato com pessoas de diferentes origens, credos, culturas, níveis socioeconômicos, idades etc.

Mesmo que não tivesse as condições acima relacionadas, nada impede que elas possam ser aprendidas, treinadas e desenvolvidas. O ser humano tem capacidades incríveis que somente se mostram quando estimuladas. Nada existe que após 10.000 horas de prática, não torne o praticante em um expert no tema.

Para o ser humano tudo pode parecer difícil, complicado e impossível de ser feito se nada souber, mas tudo torna-se fácil, realizável e prazeroso quando se aprende.

O saber é uma questão de busca pessoal, pois o conhecimento é uma construção individual. Podemos ser bombardeados por informações das mais variadas fontes, porém somente registramos o que conhecemos. O aprendizado é transformar as informações recebidas em conhecimentos.

Um bom professor não nasce pronto. É na prática que ele vai se formando, na paciência que vai se adquirindo, pelas tentativas de buscar melhores soluções que vai descobrindo os melhores caminhos, pois o relacionamento professor-aluno não nasce pronto, mas é construído ao longo de sua existência.

Adm. Educacional Antonio Carlos de Oliveira
(Fonte Prof. Içami Tiba)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

CNJ restringe particiapação de juízes em eventos


Depois de três horas de acalorada discussão, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou ontem resolução que restringe a participação de juízes em eventos patrocinados por empresas. Na saída do plenário, representantes de associações de magistrados afirmaram que vão analisar se questionarão a constitucionalidade da norma no Supremo Tribunal Federal (STF). "A vida associativa não pode sofrer intervenção, nem mesmo do legislador", disse Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Por maioria de votos, os conselheiros estabeleceram que eventos "promovidos por tribunais, conselhos de Justiça e Escolas Oficiais da Magistratura, com participação de magistrados, podem contar com financiamento de entidades privadas com fins lucrativos". Segundo o texto, desde que o patrocínio se limite a 30% dos gastos totais e que seja "explicitado o montante do benefício".
Márcio Alves

Extraído de: Associação do Ministério Público de Minas Gerais




domingo, 17 de fevereiro de 2013

“A indústria do Carnaval gera Cultura, Cidadania, Educação, Pesquisa Alegria, Paixão, Turismo, Impostos e Exportação”.


O carnaval como maior espetáculo da terra, que demanda organização, logística, planejamento, comportamento ético e muito trabalho, requer profissionais de alto gabarito com formação acadêmica em suas áreas de atuação, para sair do amadorismo para ser tornar profissional. 
Hoje os profissionais do carnaval tem curso superior e continuam seus estudos fazendo Pós-graduação de Especialistas, Mestres e Doutores. 
Além do carnaval trabalham em grandes espetáculos, como shows, teatro, TV, cinema, eventos, professores, palestrantes, entre outros. 
Algumas cidades de Santa Catarina são conhecidas justamente por seu Carnaval, que atrai turistas de diferentes locais:Florianópolis, Joaçaba, Laguna e São Francisco do Sul. 
A indústria do Carnaval gera Cultura, Cidadania, Educação, Pesquisa Alegria, Paixão, Turismo, Impostos e Exportação (hoje existem uma demanda enorme no exterior para os profissionais do carnaval em todas as áreas), movimenta a economia das cidades, impostos para Municípios, Estados, Governos Federal, Inclusão Social, Inserção no Mercado de Trabalho, Emprego e Renda. 
Vejamos um exemplo do trabalho de parceria entre os diversos setores preocupados na geração de Emprego, Renda e no Social: 
O Rio de Janeiro, o maior exportador de carnaval, produtos, fantasias, alegorias, shows, profissionais, entre outros, o poder público é o grande incentivador dessa indústria, como acontece também na Bahia e São Paulo.
Uma parceria entre poder público, iniciativa privada, instituições de ensino, ONGs e a Liga das Escolas de Samba trabalham o lançamento da campanha Empreendedor Individual do Carnaval, para que prestadores de serviço da indústria carnavalesca possam ter sua profissão regularizada, conquistando o acesso a direitos e benefícios trabalhistas. 
Campanha através dos alunos que foram qualificados e certificados em projetos, entre eles a Oficina de Moda do Carnaval e Planseq do Carnaval, este último em parceria com o Ministério do Trabalho e a AART (Associação dos Artesãos e Produtores Rudimentares do Estado do Rio de Janeiro). 
A Amebras (Associação das Mulheres Empreendedoras do Brasil) ao longo de 14 anos de existência formou cerca de 18 mil artesãos em suas turmas.
O principal objetivo do projeto é orientar os setores administrativos das Escolas de Samba do Rio sobre como inserir seus prestadores de serviço na categoria (MEI) Micro Empreendedor Individual. O objetivo é que o artesão se transforme em Pessoa Jurídica na modalidade MEI (Micro Empreendedor Individual), garantindo-lhe benefícios e direitos como aposentadoria, licença maternidade, emissão de nota fiscal e carga tributária reduzida.
Os parceiros orientam profissionais interessados e está organizando agenda de palestras nos barracões da Cidade do Samba. A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a primeira agremiação a receber consultoria com esta finalidade. "Tanto os prestadores de serviço quanto as escolas de samba se beneficiam com a formalização dos artesãos do carnaval. Na Cidade do Samba se faz uma programação em cada um dos barracões, fornecendo orientação e, para quem não tem acesso a internet, proporcionaremos o acesso, acompanhando o artesão passo a passo".
A inscrição para Micro Empreendedor Individual é feita exclusivamente pela internet, pelo próprio profissional, que em meia hora, aproximadamente, já sai com um número de inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). O micro empreendedor do carnaval paga apenas uma taxa de R$ 38,00 por mês – que engloba contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), para o ISS (Imposto Sobre Serviços), e/ou ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) tributado no Sistema Simples Nacional (atualmente a menor tributação existente no país) e não precisa ter um contador. Entre os benefícios estão aposentadoria, salário-maternidade, acesso ao auxílio-doença, abrir conta bancária jurídica, conseguir empréstimos com juros menores e emitir nota fiscal para empresas.
Entre as atividades em que o profissional do carnaval pode aderir ao MEI estão: Escultura; Laminação; Músicos de Bateria; Pintura; Serralheria; Carpintaria; Marcenaria; Solda; Ferro; Elétrica; Hidráulica; Iluminação e Sonorização; Figurino/Modelagem/Corte; Costura; Bordado; Adereço; Perucaria; Chapelaria; Efeitos Especiais e Reciclagem.
 
Como podemos ver todos ganham; sociedade, trabalhadores, Escolas de Samba, carnaval, economia das cidades, município, Estado e Governo Federal, com a geração de emprego, renda, impostos e principalmente cidadania com a inclusão das pessoas , que tem paixão por este importante setor da Economia.

“Cidadania significa o conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, o indivíduo está sujeito no seu relacionamento com a sociedade em que vive”.